29.11.16

Pronto-socorro

Cuidados médicos numa emergência

Em acampamentos de vez em quando ocorrem acidentes de todas as naturalidades; por isso o campista deve estar preparado para enfrentar certas emergências, como ferimentos, queimaduras, afogamentos, insolação, fraturas e picadas de cobras.
É claro que os acidentes graves são poucos frequentes, e os que acontecem mas comumente em geral podem ser resolvidos no próprio acampamento, com calma, alguns cuidados elementares e um estojo de primeiros socorros.

Antes de prestar assistência à pessoa acidentada, devem-se tomar cuidados normais de higiene para evitar infecções: é preciso lavar as mãos, esterilizar o material que se vai usar e manter limpo o lugar em que se encontra o ferido. 
Nos casos de muita urgência e gravidade, ignoram-se os cuidados, porque a rapidez no que é feita pode "salvar uma vida".

Um bom campista não deve esquecer de incluir em sua bagagem uma caixa de primeiros socorros, com ataduras e medicamentos que serão usados em casos de emergência ou para tratar de ferimentos menores. Além do material mais comum, podem-se acrescentar ataduras tubulares para dedo, pomada especial para queimaduras e picadas e até uma lente de aumento para facilitar a extração de espinhos. Quem se prepara para o camping deve ficar atento aos seguintes itens (veja figura), na hora de preparar a caixa de primeiros socorros:

Medicamentos
1 - Creme anti-séptico: para passar em cortes ou ferimentos pequenos e cobrir com um curativo.
2 - Pomada contra queimaduras e picadas.
3 - Aspirina: crianças devem tomar aspirina infantil e nunca por mais de dois dias seguidos, as menores de 5 anos, só depois de consulta médica.
4 - Pílulas para enjôo: quem sofre de náuseas deve tomar uma pílula 20 minutos antes de começar a viagem ou conforme instrução médica.
5 - Tabletes antiácidos: tome conforme as instruções em caso de má digestão. Quando a indigestão for persistente, consulte um médico.
Acessórios
6 - Banheira para olhos: utilize com água morna, para tirar do olho a poeira ou qualquer outro elemento estranho.
7 - Pinça com ponta em forma de espada: para remover espinhos ou lascas, trabalhe sempre em local bem iluminado, se necessário utilizando uma lente de aumento.
8 - Alfinetes de segurança: são utilizados para fixar ataduras ou para improvisar uma tipóia.
9 - Tesoura de curativos: use para cortar ataduras e curativos. Se o curativo estiver no paciente, atenção para manter em contato com a pele o lado não cortante.
Ataduras
10 - Use apenas para manter um curativo no lugar - nunca use ataduras sem um curativo. Se o ferimento estiver sangrando, coloque a atadura de maneira bem firme. Em qualquer caso, porém, evite deixá-la apertada demais, o que prejudica a circulação. Em locais de formato irregular, como mãos e pés, use as ataduras adaptáveis, elásticas.
Curativos
11 - Esparadrapo: para segurar a ponta livre de uma atadura ou para manter um curativo no lugar.
12 - Curativo de gaze: deve ser utilizado seco, sem nenhum óleo ou unguento, nos casos de queimaduras menores.
13 - Algodão: com sabão e água, para limpar o ferimento e também fazer uma camada, completando uma atadura num tornozelo torcido.
14 - Curativos adesivos, tipo band-aid: evitam que entre sujeira em pequenos arranhões ou cortes.

Cortes e Arranhões

Deve-se lavar o corte ou arranhão com água limpa e depois desinfetá-lo com mercúrio-cromo, mertiolate ou tintura de iodo. Pode-se proteger o ferimento com uma atadura do tipo feita com gaze e ou esparadrapo (pode ser band-aid). 
Se o corte for grande e houver hemorragia, coloque uma compressa com gaze ou panos limpos sobre eles, comprima-os com a mão ou com ataduras fixadas firmemente.
atadura
O maior perigo do ferimento é o tétano, por isso é preciso verificar se o objeto que o causou está sujo ou enferrujado; se estiver, deve-se procurar imediatamente o hospital ou pronto-socorro mais próximo para a pronta aplicação da vacina antitetânica.
Quando o ferimento for provocado por espinho ou lasca de madeira, é preciso antes limpar bem a pele com água e sabão e desinfetar a região machucada com álcool para depois remover o corpo estranho com uma agulha ou pinça esterilizada com fogo. 
Extraindo o espinho ou lasca, desinfeta-se o lugar com tintura de iodo ou álcool.
Ferimento feito por anzol que tenha penetrado na carne e fique preso exige mais cuidados: deve-se fazer sair através da pele a extremidade aguda, no sentido em que se cravou, e depois corta-se a ponta ou lima-se o gancho que impede o retrocesso. 
Só depois é que tira-se o anzol, sem o perigo que ele rasgue a carne. 
Naturalmente devem-se tomar os mesmos cuidados de desinfecção recomendados no caso dos espinhos.

Queimaduras

Não passe no local atingido nenhum produto ou receita caseira. Qualquer substância que seja passada sobre a pele queimada vai irritá-la. 
Há também o alto risco de infecção por bactérias, fungos e vírus presentes nesses produtos, já que a barreira natural do organismo – a pele – está danificada.
Não passe nenhuma pomada no local atingido. 
A pele fica extremamente sensível após uma queimadura e as pomadas, ainda que adquiridas em farmácias, machucam ainda mais as células cutâneas e podem irritar a pele e gerar infecções.
Não tente estourar as bolhas provocadas pela queimadura. 
Elas se manifestam nas queimaduras de segundo grau e devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado. Ou seja, não devem ser rompidas, estouradas ou mesmo esvaziadas com uma agulha.

Ao retirar esse curativo natural em casa, o ferimento estará exposto a instrumentos possivelmente contaminados e pode infeccionar.Se houver necessidade de cobrir o ferimento a caminho do serviço de Saúde, o indicado é envolvê-lo num pedaço de pano limpo.
Tecidos ou materiais que grudam no ferimento, como o algodão, devem ser evitados. O paciente queimado não deve retirar a roupa que estiver usando, ainda que houver sido atingida pelo fogo. O ideal é molhar a vestimenta e permanecer assim até a chegada ao pronto-socorro, para evitar que as bolhas estourem e que a pele seja arrancada.
Outro cuidado é retirar acessórios, como pulseiras e anéis, pois o corpo incha naturalmente após uma queimadura e esses objetos podem ficar presos.
As queimaduras de sol são perigosas principalmente por seus efeitos posteriores. Há sempre o perigo de insolação. As diarréias constantes e os vômitos são os principais sintomas de desidratação.
Para evitar a insolação, deve-se usar um chapéu e blusa ou camisa sob o sol forte. E quando houver sintomas de insolação (pele seca, avermelhada e quente, febre, náuseas, vômitos e desmaios), deve-se manter o doente deitado com a cabeça em nível mais alto do que o do resto do corpo. Em seguida aplica-se bosa de gelo ou um pano molhado em água frio na cabeça e no pescoço. Nos casos mais graves, deve-se enrolar o corpo nu da pessoa num lençol molhado e fazer-lhe fricções na pele para ativar a circulação.
Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros. 
Se a queimadura atingir 10% do corpo de uma criança ela corre sério risco. 
Já em adultos, o risco existe se a área atingida for superior a 15%.
Bolha de queimadura – Por contato com água fervente.
190px-Queimadura
Tipos de queimaduras:
- Queimaduras térmicas: são provocadas por fontes de calor como o fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e excesso de exposição ao sol;
- Queimaduras químicas: são provocadas por substância química em contato com a pele ou mesmo através das roupas;
- Queimaduras por eletricidade: são provocadas por descargas elétricas.
Quanto à profundidade, as queimaduras podem ser classificadas como:
1º grau: atingem as camadas superficiais da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço e dor local suportável, sem a formação de bolhas;
2º grau: atingem as camadas mais profundas da pele. Apresentam bolhas, pele avermelhada, manchada ou com coloração
variável, dor, inchaço, desprendimento de camadas da pele e possível estado de choque;
3º grau: atingem todas as camadas da pele e podem chegar aos ossos. Apresentam pouca ou nenhuma dor e a pele branca ou carbonizada.


Primeiros socorros:
Em caso de acidente envolvendo queimaduras, o primeiro cuidado é extinguir a fonte de calor, ou seja, impedir que permaneça o contato do corpo com o fogo, líquidos e superfícies aquecidas, entre outras causas do acidente.
Em seguida, procure lavar o local atingido com água corrente em temperatura ambiente, de preferência por tempo suficiente até que a área queimada seja resfriada.
Se houver poeira ou insetos no local, mantenha a queimadura coberta com pano limpo e úmido.
No caso de queimaduras em grandes extensões do corpo, por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima necessita de cuidados médicos urgentes.
1 - Nunca toque a queimadura com as mãos;
2 - Nunca fure bolhas;
3 - Nunca tente descolar tecidos grudados na pele queimada;
4 - Nunca retire corpos estranhos ou graxa do local queimado;
5 - Nunca coloque manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura – somente o médico sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

Insolação

É um mal estar decorrente da exposição prolongada ao sol intenso ou ao calor. O que causa a desidratação, queimaduras de pele, cefaleia (dor de cabeça), tontura e febre. Nos casos mais graves pode ocorrer perda de consciência e pode ser letal.

Para se precaver da insolação que pode ocorrer nos dias quentes deve-se ingerir mais líquidos do que a sede sinaliza, usar roupas leves e claras, de algodão, e manter uma alimentação leve, com frutas e verduras. O horário entre 10h e 16h tem grande incidência de raios ultravioleta B, principais responsáveis pelo surgimento do câncer de pele. Portanto, deve-se permanecer à sombra, durante tais períodos.
Como proceder nos casos de insolação:
1 - Remova a vítima para um lugar fresco e arejado e ventilado, com sombra e hidratá-lo. 
2 - Afrouxe as vestes da vítima. 
3 - Mantenha o acidentado em repouso e recostado. 
4 - Aplique compressas geladas ou banho frio se possível. 
5 - Procure o hospital mais próximo.

Desidratação

Ocorre quando a ingestão de líquidos não supre o que foi perdido com a transpiração por conta de altas temperaturas, atividade física intensa ou até mesmo baixa ingestão de líquidos. 
Os sintomas mais comuns são: sede excessiva, boca seca, urina escura e concentrada, ausência de lubrificação nos olhos, fraqueza, tontura, dor de cabeça, fadiga, podendo levar à morte. Indivíduos desidratados apresentam um volume de sangue menor que o normal, o que força o coração a aumentar o ritmo de seus batimentos (taquicardia).
Diagnósticos e prevenções:
É muito comum em crianças, um bom aliado contra a desidratação é o soro caseiro. 
Também existem soros industrializados contra a desidratação. 
Soros industrializados são especialmente indicados em casos de desidratação por apresentarem composição equilibrada de cloreto de sódio, cloreto de potássio monoidratado, citrato de sódio diidratado e glicose. 
A composição equilibrada desses ingredientes evita efeitos colaterais como convulsões.
Fraturas
Para qualquer tipo de fratura ou suspeita de fratura, a indicação básica é a imobilidade: é preciso evitar qualquer tipo de movimento; nem mesmo a roupa do paciente deve ser removida. Se houver um ferimento sob a roupa, ela deverá ser cortada para que se possa fazer o curativo. Para manter a parte afetada imobilizada, devem-se usar talas suficientemente longas para abranger as juntas acima e abaixo da fratura. Elas podem ser improvisadas com pedaços de madeira ou galhos de árvore, acolchoados com panos. E a remoção do ferido deve ser feita com todo o cuidado: nunca force os ossos partidos para a posição que seria normal.
Torceduras
As torções mais comuns são as do tornozelo, e o maior problema é a inchação. Para evitá-la deve-se colocar a parte afetada em nível superior ao do resto do corpo e aplicar bolsa de gelo ou panos embebidos em água fria.
Se for necessário mover a parte do corpo machucada deve-se imobilizar a articulação afetada com talas ou enfaixá-la firmemente com tiras de esparadrapo cruzadas.
Depois que a inchação tiver desaparecido em prazo de 6 a 24 horas, podem-se aplicar toalhas quentes ou bolsas de água quente para aliviar.

Afogamentos

Cerca de 6 500 pessoas morrem anualmente afogadas. Muitas poderiam ser salvas se houvesse por perto alguém com os conhecimentos adequados para enfrentar essa situação.
Para salvar uma pessoa que corre perigo de afogamento, há quatro regras básicas: procurar algo com que possa alcançar a vítima; conseguir alguma coisa que possa ser atirada para ela; estar preparado para remar ou ir até a pessoa que está se afogando, de maneira a poder trazê-la até a margem com segurança.
Em acidentes próximos à margem, procura-se por um pau, uma tábua, uma corda, uma camisa ou um remo, qualquer coisa que possa alcançar a vítima. Quando ela está distante, atira-se uma bóia circular ou uma corda. Para isso, é preciso saber a técnica de lançamento de bóias.
No caso de ser necessário o uso de um barco, aproxima-se da vítima com a popa. Numa canoa, pare um pouco antes, de maneira que a vítima alcance inicialmente o remo, e depois a lateral do barco.
Atirar-se na água é um recurso, usado quando todos os outros não deram certo, ou não forem adequados. Depois de tirar, rapidamente, os sapatos e as calças, o salva-vidas deve segurar a camisa com os dentes. Ele deve pular o mais longe possível, mas sempre de pé, evitando assim a que a sua cabeça bata no fundo ou em algum objeto submerso. Ao se aproximar da vítima, uma ponta da camisa é segura pelo salva-vidas e a outra atirada para as mãos de quem está se afogando. Então, a vítima é "rebocada".
Realizar uma operação de salvamento com segurança requer mais do que boa vontade. Além de, evidentemente, saber nadar, é preciso conhecer bem as técnicas de salva-vidas e dominá-las por meio de muito treino.
1 -  De olho na pessoa que está em perigo de afogamento, salte o mais alto e o mais longe que puder, com as pernas abertas. Ao tocar a água, feche as pernas e baixe os braços depressa e com força. Suba à tona e comece a nadar.

2 - Sempre que for possível, procure se aproximar da vítima por trás. Vire-se de forma a ficar numa posição que facilite o reboque da vítima até a margem. Alcançando-a pelos ombros, agarre-a pelo queixo e traga-a à superfície.

3 - Em seguida, empurre os ombros da vítima para baixo do braço que você está usando para rebocá-la, mantendo o cotovelo sobre o peito dela. Mude de posição, agarrando-a pela axila. Procure envolvê-la ao máximo, com firmeza.

4 - Realizado por duas pessoas, o salvamento é mais seguro. No "dois-em-um", enquanto a vítima é rebocada, segura pelo peito, também é empurrada pelo pé. É uma técnica muito eficiente, principalmente se a vítima estiver vestida.

5 - Quando a pessoa em perigo de afogamento estiver inconsciente, nade na superfície e aproxime-se pela frente da vítima. O primeiro cuidado é agarrá-la inicialmente pela mão. Depois, segurá-la firmemente pelo pulso.

6 - Depois de agarrar a vítima pelo pulso, a operação seguinte será fazê-la girar até que fique com o rosto para cima, de maneira que possa respirar. Depois, procurando mantê-la nessa posição, comece a rebocá-l para a margem.

7 - Se  a pessoa que estiver se afogando tentar agarrá-lo, estenda o braço e afaste-a com um pequeno empurrão, mantendo a distância. Em seguida, nade em volta dela, até conseguir agarrá-la por trás com firmeza.

8 - Para ajudar uma pessoa exausta ou com cãimbras, use o "socorro do nadador cansado". Faça a pessoa flutuar com o rosto para cima, mantendo as pernas dela sob seus ombros. Em seguida nade calmamente até a margem.


No caso de afogamentos, é preciso agir depressa: 
Coloque a vítima de bruços, levante o seu corpo, pela barriga, a até uns 40 cm do chão e balance-o para tirar a água dos pulmões. 
Não perca mais de meio minuto nesta operação. 
Depois deite-a de costas e pressione-lhe o peito para acabar de tirar a água. 
Em seguida inicie a respiração artificial.
Faça o seguinte:
1 - Limpe a boca, o nariz e a garganta da vítima, que podem estar obstruídos por líquidos, vômitos e próteses dentárias; para isso use um pedaço de pano ou os dedos.
2 - Ajeite-lhe a cabeça de modo que fique o máximo possível para trás, deixando a parte dianteira do pescoço esticada..
3 - Levante-lhe o maxilar inferior, forçando-o para fora, de modo que os dentes inferiores fiquem mais para frente do que os superiores.
4 - Segure-lhe a língua para que ela não atrapalhe a entrada de ar.
5 - Feche-lhe o nariz.
6 - Adapte sua boca a do acidentado e sopre rápida e vigorosamente, até sentir resistência contra as paredes do tórax.
7 - Tire sua boca para que o paciente possa expirar.
Repita a operação de "doze a vinte vezes por minuto", ininterruptamente e ritmadamente, até que ele volte a respirar. 
Durante todo o processo de respiração boca a boca, outra pessoa deve ajudar, fazendo pressões ritmadas no tórax do paciente.

Intoxicação e envenenamento

As intoxicações e envenenamentos são causados por ingestão, aspiração ou introdução no organismo de substâncias tóxicas. A depender da ocorrência, o indivíduo pode morrer ou ter sérias complicações se não for socorrido em tempo. 
Alguns produtos que podem causar intoxicações são substâncias químicas utilizadas em limpeza doméstica e de laboratório; venenos utilizados no ambiente da casa, como raticidas; entorpecentes e medicamentos em geral; além de alimentos deteriorados; e gases tóxicos.
Apesar que em um acampamento, será difícil alguém levar produtos tóxicos, pode haver em alguns casos, como ingestão de algum alimento venenoso (uma fruta, animal, ou até mesmo a água).
Se a intoxicação for na pele, lave bastante o local afetado com água corrente.
E se a intoxicação for por ingestão, para eliminar o tóxico, deve-se provocar o vômito, enfiando o dedo na garganta do doente, mas é contra-indicado para intoxicações e envenenamento por derivado de petróleo. 
O médico deve ser consultado o mais depressa possível para verificar se há necessidade de lavagem gastro-intestinal.
Desmaio e asfixia
Não importa a causa do desmaio ou asfixia; a vítima deve ser deitada com a cabeça mais baixa do que os pés, em lugar fresco e ventilado. Depois afrouxam-se suas roupas para facilitar a circulação e a respiração, que podem ser estimuladas com palmadas leves no rosto e nas solas dos pés, pano molhados em água fria no rosto e pescoço, inalação de sais aromáticos, álcool ou água de colônia.
No caso de asfixia, deve-se remover a causa e fazer a respiração artificial, como nos casos de afogamento.
Picadas e mordidas
A melhor maneira de evitar insetos e parasitas é usar repelentes, mas nos casos de mordidas e picadas de borrachudos, maruim, motucas, formigas, mosquitos e vespas, deve-se espremer o lugar para tirar o líquido injetado ou ferrão. Depois coloca-se no lugar a pomada adequada, álcool ou aguardente. Se a picada for de abelha, é preciso extrair o agulhão com cuidado especial para não estourar a glândula de veneno que ele contém.

Quando houver reação violenta, devem-se colocar no lugar compressas de água e vinagre (três colheres de sopa de vinagre para um litro de água), água gelada ou solução de bicarbonato de sódio e água, que ajudam a desinchar.
Para soltar carrapatos do corpo, usa-se uma gota de tintura de iodo ou manteiga. 
Uma ponta de cigarro bem próximo pode dar resultados. 
É preciso cuidado para não separar a cabeça do corpo do carrapato, para não ter problemas de infecção. 
Os bichos-do-pé devem ser retirados com uma agulha flambada – desinfetada no fogo. Depois um pouco de tintura de iodo para desinfetar e, se possível, um antimicótico. 
As sanguessugas devem ser retiradas com uma faca flambada e no lugar passa-se após um pouco de sal. 
Acarinos (transmissores de sarna) e piolhos são repelidos com iodo; se deixam feridas, coloque sobre elas um pingo de óleo, de resina ou de alcatrão.
Picadas de cobras
Para prevenir o perigo das picadas de cobras, deve-se sempre ter a mão o soro antiofídico polivalente, de aplicação intramuscular, que serve para todas as cobras da América, exceto para a coral.
Picadas de cobras podem ser muito perigosas, por isso precisam de cuidados específicos. A primeira providência é tentar identificar a cobra para saber se ela é venenosa. 
O método mais seguro é verificar as marcas da mordida: as cobras venenosas deixam, além das marcas (pontos finos) dos dentes, duas marcas fortes, correspondentes as presas inoculadores do veneno.

Se a picada for de cobra venenosa e não houver soro antiofídico, primeiramente, distancie-se da cobra agressora, localize um ou dois ferimentos puntiformes em seu corpo. Se o local da mordida começar a inchar ou doer muito, então você foi envenenado. 
Se possível, mantenha o ferimento acima ou no mesmo nível do coração para facilitar a circulação.
Não de álcool ao paciente; se ele estiver deprimido, dê-lhe café. 
Não o deixe cansar-se nem tomar frio, e previna-se contra infecção, limpando o lugar com álcool. 
E leve-o imediatamente ao médico, se possível com a dita cobra.
O veneno em si normalmente não o matará imediatamente, mas exacerbar-se enquanto envenenado pode ser fatal!.
Não amarre o local da mordida para impedir que o veneno espalhe-se, pois a falta de circulação sanguínea pode matar o local e causar gangrena. 
Além do mais, o veneno espalha-se por seu sistema circulatório quase que instantaneamente quando é injetado. 

Apesar da crença popular, não se pode sugar o veneno da cobra usando-se a boca!.
Para saber mais sobre cobras peçonhentas leia mais em.. Cobras venenosas

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