29.11.16

Pantanal

A melhor época para visitar o Pantanal é no período de estiagem, entre maio e setembro. Além de permitir um trânsito melhor pelas estradas, evita-se a grande presença de mosquitos, o calor forte e a umidade, que chegam a ser insuportáveis. A pesca é proibida entre dezembro e fevereiro, e os meses entre julho e outubro são considerados os melhores. Em Bonito, na época da seca, as águas ficam mais cristalinas e propiciam melhores mergulhos.
O Pantanal Mato-Grossense é uma planície sedimentar de 230 mil km², cortada pela Bacia do Rio Paraguai, com relevo que varia entre 100 e 200 m. Está localizado nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, cercado ao norte pelas Serras dos Parecis, Azul e do Roncador, a leste pela Serra de Maracaju (Planalto Central), ao sul pela Serra da Bodoquena e a oeste pelos charcos paraguaio e boliviano.O nome se deve ao fato de a região estar sujeita a grandes cheias que inundam os campos. Com isso, a época mais propícia para conhecer a região é entre maio e setembro, quando as águas estão mais baixas. Há vários passeios que permitem a observação da fauna e flora típicas pantaneiras.

Como chegar - BR-262: reta e plana com asfalto se esfacelando a partir de Aquidauana. Não existe acostamento depois de Miranda. A travessia de gado e animais silvestres é usual. A Transpantaneira com 149 km, inclui 130 pontes de madeira em estado precário. Evite transitar na época das chuvas (out/abr). A estrada fica um caos.
BR-163: também é reta e plana, com longos e cansativos trechos. O asfalto está malconservado, a sinalização desapareceu e o acostamento é de terra. A ausência de infra-estrutura torna perigoso viajar à noite, principalmente de Cuiabá a Cáceres. As queimadas e os animais na pista são frequentes.
O que curtir - passeios pela paisagem pantaneira são o principal objetivo de quem visita a região. A Transpantaneira de Poconé e a Estrada Parque de Corumbá possibilitam esse contato. Em Corumbá navegação turística pelo Rio Paraguai. Em Bonito, a Gruta do Lago Azul e os mergulhos nos rios da Prata, Baia Bonita e Sucuri são os melhores passeios.
O que comer - peixes pantaneiros: pintado, pacu, piraputanga e cachara. Pescados preparados à moda pantaneira (pacu frito, pintado à urucum ou ensopado) são encontrados principalmente em Corumbá, mas também em Aquidauana, Cáceres e Poconé.


Campings

Camping Selvagem Nhecolândia - Estrada Parque - MS, Parque Estadual Rio Negro, caminho para Nhecolândia: Se quiser se aventurar mesmo no radical, pode consultar a possibilidade de uma expedição ao Pantanal da Nhecolândia, que é uma região selvagem do Pantanal – aí o bicho pega mesmo! O acampamento é selvagem, não tem banheiros, não tem água potável, banho junto com os jacarés e piranhas. É bom lembrar que praticamente toda a área do Pantanal já tem dono, um carro 4×4 é aconselhável.

Para lembrar - Se você deseja acampar nessas áreas, maravilha. É bom lembrar que praticamente toda a área do Pantanal já tem dono "várias fazendas", e possui alguns campings, na maioria, ou todos, com estruturas focadas somente para pesca. Há centenas de hotéis, hotéis pesqueiros e pousadas, todas com infra-estruturas completas para pesca. Informe-se em qualquer pousada e hotel após sua chegada. 

Pousada Pantaneira Poconé - Porto Cercado, Poconé - MT : área para camping, restaurante, lanchonete, locação de barcos, motores e pirangueiros.

Camping Fazenda Cachoeira das Palmeiras - Rodovia BR-163 KM 751, Coxim: área para camping e pousada, restaurante, bar, barco com motor e piloteiro.

Pousada e Pesqueiro Toca da Onça - Estrada Boiadeira, MS-170, Aquidauana, 7.5km de terra Batida até a entrada: área camping completa com quiosques, banheiros, luz elétrica.

Cabana do Pescador - Hotel Fazenda - Rodovia Anastácio-Bonito, KM 53 - MS 345: as margens do "Rio Miranda" em uma área preservada, pesca esportiva,  área p/ barracas, luz elétrica, banheiro feminino/masculino, quiosques, churrasqueiras.

Camping Rio Formoso - Rodovia MS 178, Km 7, Zona Rural, Bonito: com amplo espaço, cabanas com pia, churrasqueira, varanda coberta onde é possível armar uma barraca comum de quatro pessoas, banheiros masculino/feminino.

Camping Nômadas - Rua Afonso Pena, Bonito: infraestrutura, área com sombra para acampamento, cozinha, banheiros (chuveiros água quente), espaço para fogueiras e churrasqueiras de pedra.

Camping Rancho Estirão - BR-262 + 3km pela MS-339, Miranda: infra-estrutura camping, água de poço artesiano, luz elétrica, lava-peixes, lava-louças, lava-roupas, banheiros e barcos.

Hotel Pesqueiro da Cida - BR-262, S/n, Miranda - MS: área camping, pesca esportiva, toda infra-estrutura, comida caseira.

Pousada e Camping Santa Clara - km22 da Estrada Parque - Zona Rural - Corumbá MS: camping ou redário… comida de fazenda… muita sombra, piscina, passeios de barco Rio Abobral, safari fotográfico de camionete pela Estrada Parque, saída noturna para focagem de animais, pescaria, caminhadas e cavalgadas. Informe-se na pousada a possibilidade de uma expedição ao Pantanal, se esta for sua intenção de um camping selvagem.

★★★ Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense

Com área de 135 mil ha, está localizado no sudoeste do Estado do Mato Grosso, divisa com o Mato Grosso do Sul, na confluência dos rios Paraguai e Cuiabá. Seu ambiente é dominado pelas águas, principalmente entre outubro e abril, época das chuvas, quando grandes extensões ficam alagadas. Apenas um quarto de sua área é constituído por rios, bacias e lagos permanentes e quase todo o restante é formado por campos e vegetação inundáveis, além da vegetação flutuante. A fauna pode ser dividida em: aquática, com uma grande diversidade de peixes e a presença de muitos jacarés; e terrestre, dominada por capivaras, antas e cervos do pantanal. As aves podem ser apresentadas em um sem-número de espécies, e as mais comuns são garça, arara-azul, pato, biguá, curicaca e o tuiuiú, símbolo do Pantanal. Muitos animais em extinção, como onça-pintada, jaguatirica, tamanduá bandeira, ariranha, lontra e tatu-canastra, podem eventualmente ser vistos no Parque.

Acesso: via fluvial a partir de Porto Jofre, a 149 km de Poconé, pela Transpantaneira, estrada de terra geralmente malconservada com cerca de 120 pontes de madeira, muitas em estado precário. De Porto Jofre ao parque o acesso é feito por pequenas embarcações em viagem que dura cerca de 3 horas.
Visita: só é possível conhecer o parque por barco, com o acompanhamento de um funcionário do Ibama e com autorização prévia. No Centro de Visitantes são dadas orientações ao turista. Não é permitido fazer caminhadas ou trilhas, pesca e caça são rigorosamente proibidas, assim como a focagem noturna de jacarés. Não há alojamento disponível para o turista. Deve-se ir e voltar no mesmo dia. Por causa da dificuldade de acesso, a melhor opção é se hospedar em algum hotel ou pousada de Porto Jofre.
Na época das chuvas é grande a quantidade de mosquitos, o calor é muito forte e a Transpantaneira fica praticamente intransitável. Leve um repelente e botas impermeáveis, que protejam contra picadas de cobras o ano todo. Como não há estrutura no parque, é preciso levar alimentos, de preferência comidas leves, frutas e líquidos.


Fauna pantaneira

A fauna do Pantanal é composta por inúmeras espécies. Destacando-se aves, como Jaburu ou tuiuiú, garça, biguá, arara-azul e frango d'água. Mamíferos de médio e grande porte, como onça-pintada, anta, capivara e veado-pantaneiro. Répteis, como sucuri, jacaré-de-papo-amarelo. E incontáveis espécies de peixes, como pintado, jaú, pacu e dourado.

Piranha

As piranhas são um grupo de peixes carnívoros de água doce. Habitam alguns rios da América do Sul e pertencem a cinco gêneros da subfamília Serrasalminae (que também inclui peixes como pacus). Trata-se de um peixe muito voraz, predador e com mandíbulas fortíssimas. A maioria das piranhas são rápidas, mas geralmente atacam quando estão estimuladas para isso. 

Dentro das inúmeras espécies de piranhas, algumas são canibais e outras não, mas todas possuem comportamentos agressivos. As piranhas são parentes próximos dos Pacus e são facilmente confundidos quando pequenos. Na região central do Brasil, assim como no Pantanal e na Amazônia, a piranha é utilizada no preparo do prato sul-mato-grossense conhecido como caldo de piranha.

Pacu

São típicos do pantanal mato-grossense, dos rios amazônicos e bacia do Prata, e originários dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. É o nome geral dado a várias espécies de peixes caracídeos da subfamília Serrasalminae, que também inclui as piranhas.
Alimenta-se de frutos, caranguejos e de detritos orgânicos encontrados na água. Atinge 25 kg de peso, comum até 8 kg.  A sua pesca é praticada de duas formas diferentes: na vara de bambu, fisgada com frutos (tucum, laranjinha ou jenipapo) ou pesca apoitada com isca de caranguejo.

Tambaqui

Também chamado de Pacu Vermelho, é um peixe de coloração geralmente parda na metade superior e preta na metade inferior do corpo, mas pode variar para mais clara ou mais escura dependendo da cor da água. O tambaqui alcança cerca de 1.10 cm de comprimento total. Antigamente eram capturados exemplares com até 45 quilos. Hoje, por causa da sobre-pesca, praticamente não existem indivíduos desse porte. Peixe comum encontrado no Pantanal e bacia amazônica. Os equipamentos para pesca mais recomendados são do tipo médio/pesado, e pesado para os grandes exemplares. As linhas devem ser de 17, 20, 25 e 30 lb. Deve-se usar empates curtos, por causa dos dentes e da boca pequena do tambaqui. Os anzóis devem variar do n° 2/0 a 8/0.


Onça Pintada

A onça-pintada (Panthera onca) também conhecida por onça-preta (no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família Felidae encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, e o maior do continente americano.
É um felino de porte grande, com peso variando de 56 a 92 kg, podendo ter até 158 kg, e comprimento variando de 1,12 a 1,85 m sem a cauda, que é relativamente curta. Assemelha-se ao leopardo fisicamente; diferencia-se dele, porém, pelo padrão de manchas na pele e pelo tamanho maior. Existem indivíduos totalmente pretos. Tem uma mordida excepcionalmente poderosa, mesmo em relação aos outros grandes felinos.

Tuiuiú

O jaburu (Jabiru mycteria), também conhecido como tuiuiú é uma ave ciconiforme da família Ciconiidae.  É considerada a ave-símbolo do Pantanal e pode ser encontrada desde o México até o Uruguai, sendo que as maiores populações estão no Pantanal e no Chaco oriental, no Paraguai.

Jacaré-de-papo-amarelo

O jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) é um réptil crocodiliano da família Alligatoridae e gênero Caiman.
Ocorre em ecossistemas costeiros, como mangues, principalmente no Pantanal. É um animal carnívoro que vive aproximadamente cinquenta anos. São conhecidos por este nome pois, durante a fase do acasalamento, estes animais costumam ficar com a área do papo amarelada. Possuem o focinho mais largo de todos os crocodilianos. Mede em média cerca de 2 metros mas já foram registrados indivíduos excepcionalmente grandes com 3,5 metros.

Ariranha

A ariranha (Pteronura brasiliensis) também conhecida como onça-d'água, lontra-gigante e lobo-do-rio, é um mamífero mustelídeo, característico do Pantanal e da bacia do Rio Amazonas, na América do Sul. Pode chegar a medir cerca de 1,80 metros de comprimento, dos quais 65 compõem a cauda. A ariranha tem olhos relativamente grandes, orelhas pequenas e arredondadas, patas curtas e espessas e cauda comprida e achatada. Os dedos das patas estão unidos por membranas interdigitais que facilitam a natação. 


Cidades

Cáceres

Beira-rio.
◬118 m. Cuiabá 215, Poconé 183, Vilhena 537, Campo Grande 907.
Cidade histórica localizada às margens do Rio Paraguai, considerada uma das entradas do Pantanal. A pesca é a principal atividade turística da região. Em setembro realiza-se o maior torneio de pesca em água doce do mundo, o Festival Internacional da Pesca, assegurando à cidade um lugar no Guiness Book. Cerca de 100 mil pessoas vão até a cidade assistir a esse evento ou participar dele. Outra opção da região são as compras de produtos importados, como roupas, artigos eletrônicos, acessórios para carros e bebidas, em San Martin (Bolívia), a 100 km da cidade. Em Cáceres não há estruturas próprias para campings - somente selvagens - pousadas e hotéis com intenções voltadas especialmente para pescarias.

Bonito

◬315 m. Campo Grande 248, Porto Murtinho 216, Dourados 336, Presidente Prudente 776.
É um dos paraísos ecológicos do país. Algumas das atrações: mergulhos em águas cristalinas repletas de peixes, caminhadas em trilhas pela mata, passeios de bote em rios com corredeiras e visita à Gruta do Lago Azul. Todas estão em áreas privadas e as excursões são organizadas por agências de turismo.
Os passeios ficam nos arredores da cidade, com acessos por estrada de terra.
As visitas são sempre realizadas com o acompanhamento de um guia. Em julho os estabelecimentos costumam ficar lotados. No município vizinho de Jardim, sem muita estrutura para receber o visitante, podem ser conhecidas algumas atrações que começam a ser descobertas pelos turistas, como cavernas, grutas, cachoeiras e trilhas na mata. Veja a Gruta do Lago Azul, com 320 m de percurso até o lago subterrâneo que fica a 90 m de profundidade, os rios Sucuri, da Prata e o Parque Ecológico Baía Bonita (Aquário Natural).

Jardim

259 m. Campo Grande 234.
É um dos quatro municípios que integram o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena (juntamente com Guia Lopes da Laguna, Bonito e Bodoquena), apresentando grande potencial turístico. Também possui um grande potencial no segmento do Turismo Histórico-Cultural.
Lagoa Misteriosa - Depressão ideal para mergulho, possui este nome por que no mês de fevereiro ouve-se sons estranhos emitidos nas proximidades da lagoa, que lembram turbinas de avião ou tambores indígenas. Situado às margens do Rio da Prata, possui 80 metros de profundidade por 40 metros de diâmetro e composto por dois fossos (um de 60 metros e o outro ainda não medido, mas relatos dizem que mergulhadores já desceram 220 metros e ainda assim não conseguiram avistar o fundo). Possuindo águas límpidas, é possível avistar a vegetação às margens da lagoa a 20 metros de profundidade.

Se você está de viagem marcada para Bonito, na região sudoeste do Mato Grosso do Sul, não deixe de dar uma esticadinha até Jardim, cidade vizinha, que fica a menos de uma hora de carro.
Lá você vai encontrar lugares encantadores para curtir a natureza. A Lagoa Misteriosa leva destaque. Apesar de muitas pessoas pensarem que ela fica em Bonito, esta joia rara é de Jardim. Pense em uma lagoa de águas azuis com visibilidade superior a 40 metros onde mergulhadores profissionais já desceram a mais de 220 metros de profundidade e não encontraram o fundo.

Lá nesse pedacinho de paraíso você pode escolher entre fazer flutuação ou mergulho, vai depender se você quer fazer algo mas leve flutuando apenas com máscara, snorkel e colete, ou, se prefere ir mais fundo na aventura mergulhando com cilindro de oxigênio.
A Lagoa Misteriosa proporciona uma experiência única durante os meses de outubro a meados de abril. É neste período que ocorre a temporada com algas, fenômeno natural que altera o azul cristalino de suas águas para tons de verde.
Mergulhadores que possuem certificação avançada ultrapassam a camada de algas e, ao atingirem 30 metros de profundidade, se deparam com águas transparentes.
Sua visita à Lagoa Misteriosa deverá ser agendada através de uma agência de turismo.

Eles não possuem hospedagem e disponibilizam serviço profissional de fotografia. Para fazer a trilha e flutuação o grupo de até 10 pessoas acompanhado por guia credenciado parte da recepção da Lagoa, de lá, faz-se uma caminhada de 600 metros por trilha até a chegada ao mirante de contemplação e a escadaria de acesso, depois da descida da escadaria, a contemplação da lagoa e flutuação em circuito circular. Depois é hora de subir a escadaria, retornar pela trilha por 500 metros até o receptivo. O passeio dura em torno de 1 hora e 40 minutos.

A idade mínima para a Trilha e Flutuação é 08 anos, crianças até 12 anos devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis. Idade mínima para o Mergulho com cilindro: 10 anos, menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis. Já a idade máxima tanto para o mergulho, como para a flutuação, é de 65 anos, contudo a mesma é flexível, dependendo da forma física e estado de saúde do visitante, já que para realizar o passeio na Lagoa Misteriosa é necessário descer e subir uma escadaria grande.
A Lagoa Misteriosa, assim como os passeios Recanto Ecológico Rio da Prata e a Estância Mimosa Ecoturismo, todos pertencentes ao Grupo Rio da Prata.

Camping Seu Assis - Rio da Prata -  Jardim - MS: área 10 ha, quiosques com piso de cimento, luz, água, pia, churrasqueira, mesas e bancos, conforto para até 10 campistas. Toda a área de camping é gramada e arborizada.

Corumbá

Fronteira: porto fluvial.
◬118 m. Campo Grande 403, Puerto Suárez 20, Aquidauana 282, Ponta Porã 616.
É o início de grandes aventuras no Pantanal. Daqui parte os superequipados barcos de pesca que percorrem o Rio Paraguai e também os passeios pela Estrada Parque, que atravessa áreas em que a fauna e a flora típicas da região podem ser observadas praticamente intactas.

A região oferece opções de hospedagem específicas para pescadores e turistas interessados na natureza.
Percebe-se nos casarões do Porto Geral construídos no século XIX a importância econômica que teve o Porto de Corumbá na época. Hoje, com 60% do Pantanal dentro de seu município, investe no turismo ecológico e de pesca.

Comida típica

Peixe à Urucum

Entre as muitas espécies de peixes na região de Corumbá, o pacu e o pintado são os preferidos na elaboração dos pratos típicos que são servidos nos restaurantes. O pintado a urucum é um prato muito pedido e, ao contrário do que o nome sugere, não leva urucum no tempero. Seu nome vem de uma receita inventada pelo cozinheiro de uma mineradora que operava na exploração de ferro na Serra do Urucum, em Corumbá. O peixe é feito à doré, com creme de leite e leite de coco (às vezes com molho de tomate) e gratinado com mussarela. 
Pintado à Urucum

Pesca no Pantanal

O Pantanal é considerado uma das regiões mais piscosas do mundo, pela quantidade e diversidade de peixes. Os rios mais procurados para pesca e as espécies de peixes mais procuradas em cada região são:
Pantanal Sul 
Rio Aquidauana - Principais espécies: dourado, pacu, piabuçu, curimbatá, piraputanga. Estruturas: hotéis para pesca e pesqueiro, cidade de apoio, Aquidauana.
Rio Miranda - Espécies: dourado, pintado, pacu. Estruturas: em vários trechos há pesqueiros e hotéis voltados exclusivamente para pesca. Cidades de apoio: Aquidauana, Corumbá e Miranda.
Rio Negro e Abobral - Principais espécies: dourado, pintado, barbado, jurupoca, pacu, piabuçu e tuvira. Estrutura: os hotéis que ficam nas suas margens têm acesso difícil. Cidade de apoio: Corumbá.
Rio Paraguai - É o maior e mais largo rio da região, atravessando grande parte do Paraguai. Principais espécies: dourado, pintado, pacu, piabuçu e jaú. Estrutura: vários hotéis para pesca, incluindo os flutuantes em Corumbá, Porto Manga, nas proximidades de Porto Morrinho e Porto Murtinho. Cidades de apoio: Corumbá e Porto Murtinho.
Pantanal Norte 
O roteiro de pesca é formado por três rios: (Taquari, Coxim e Jauru). No Taquari pesca-se do Pantanal até a Fazenda Palmeiras. A pesca no Rio Coxim vai do seu encontro com o Taquari até a Cachoeira do Campo (24 km). No Rio Jauru a pescaria acontece em toda extensão. Os peixes mais comuns são pacu, piraputanga, curimbatá, pintado, cachara, surubim, jaú e dourado. As melhores iscas são caboje, caranguejo, minhocuçu e filé de curimbatá. A pesca é feita embarcada e desembarcada e para isso há uma licença anual para o pescador. O pagamento é feito no Ibama ou no Banco do Brasil.
Peixes - Dourado e Piraputangas

Regulamentação da pesca - A pesca no Pantanal é proibida de novembro a janeiro, época da piracema, quando os peixes sobem os rios em direção às nascentes para desova, (Este período, porém, pode mudar, de acordo com pesquisas feitas pelo Ibama). No resto do ano é preciso verificar algumas regras: a pesca é permitida apenas com o uso de vara, até 30 quilos por pessoa, conforme o tamanho mínimo para cada espécie, mais um exemplar de qualquer espécie ou peso. A caça é rigorosamente proibida.

Vacinação - É aconselhável vacinar-se contra a febre amarela 10 dias antes da viagem ao Pantanal. As vacinas são fornecidas pela Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (Saúde dos Portos), nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos (em São Paulo), além de postos nas capitais do Estado e divisas de MT e MS (nas estradas).

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