29.11.16

Plantas venenosas

O cuidado com plantas e frutos 

Antes de acampar em uma nova área, tome algumas precauções; leia ou pergunte sobre as plantas venenosas locais para saber quais você deve evitar. 
Qualquer bom campista deve ser capaz de reconhecer uma taioba venenosa e uma verdadeira. 
Se você precisar testar uma planta para determinar se ela é ou não comestível, siga estes passos. Eles podem salvar sua vida!
Ao caminhar ou explorar uma floresta, há muitas plantas que podem atrair sua atenção e parecerem comestíveis. 
Em casos extremos, pode até ser essencial para sua sobrevivência comer plantas encontradas na natureza. 
Evite plantas com seivas e substâncias pegajosas, pois  podem indicar uma secreção venenosa, sendo melhor evitá-las. Não arrisque, há vários indicadores de plantas venenosas. 
Tenha-os em mente ao tentar identificar plantas comestíveis.

Alguns exemplos a serem evitados e os cuidados:

1 - Espinhos Folhas brilhantes, reluzentes, bagas brancas ou amarelas, com seiva ou óleos leitosos ou amarelados, não coma, desista!
2 - Cogumelos (alguns são comestíveis, mas a maioria não são, então se não conhece bem, não se aventure, mesmo morrendo de fome!). 
3 - Ao provar uma planta ou fruto, preste bem atenção a qualquer gosto azedo, formigamento, dormência ou ardência que você possa sentir. Se algum destes ocorrer, cuspa o pedaço imediatamente. Se não houver efeitos adversos após cinco ou dez minutos, então coma.
4 - Após decidir engolir uma planta, não continue a comer mais; de uma pausa. Espere pelo menos meia hora antes de tentar comer mais. Seu organismo pode precisar de tempo para processar antes que você possa ter certeza de que a planta não é venenosa.
5 - Observe o comportamento dos animais selvagens, “o que eles comem, pode comer sem receio”. Procure frutos grandes que estejam bicados por pássaros ou mordidos por animais.  
6 - Na dúvida sobre um fruto desconhecido numa situação extrema, quando a decisão de comê-lo ou não é uma questão de sobrevivência. Na primeira hipótese, talvez o melhor conselho seja não arriscar. 
7 - Algumas raízes, podem ser ingeridas sem problema quando cozidas, mas são venenosas quando cruas. O inhame bravo, por exemplo, é venenoso cru, mas cozido não.
8 - Certas frutas que são deliciosas quando maduras se transformam em um prato indigesto se colhidas antes do tempo. O fruto da mangaba, por exemplo, quando verde é venenoso e impróprio para o consumo, causando intoxicações que podem levar à morte!. 
9 - Seguir pegadas de pequenos animais é uma boa tática. Ela podem levar até árvores e plantas frutíferas. Ao chegar perto delas e olhar para o alto, provavelmente você irá encontrar frutos mordidos por eles.
10 - Se o fruto em for cabeludo, amargo ou leitoso, nem pense em comê-lo. Porém, a existência de apenas uma ou duas dessas características não impede o consumo — o kiwi, por exemplo, tem a casca “cabeluda” e o mamão pode soltar uma espécie de leite.


As plantas

Muitas das plantas, apesar de belas, apresentam substâncias tóxicas, que podem provocar sintomas como coceira e vermelhidão na pele, caso sejam tocadas; vômito, falta de ar, aumento dos batimentos cardíacos, dentre outros. 
Em alguns casos, inclusive, podem causar a morte.
Existem plantas tóxicas que podem provocar problemas mesmo quando as tocamos; é importante conhecermos as principais encontradas em nosso país, para evitar esse problema. 
Em caso de acidentes, o ideal é que a pessoa receba assistência médica urgente, sendo a planta levada ao médico, para identificá-la corretamente.


Vamos as plantas encontradas em nosso meio:

Estramônio ou Figueira-do-inferno (Datura stramonium)

Este tipo de planta possui flores brancas em forma de trombetas, de branco para púrpura, sendo na maioria das vezes confundida com lírios. Suas folhas chegam a atingir 20 cm de comprimento. 
Seu fruto é uma cápsula espinhosa com quatro gomos, sendo cada um contendo uma semente. 
Esta planta é venenosa em todas as suas partes e ao esfregar suas folhas percebe-se um odor intenso e fétido. 
Os sintomas provocados por esta planta são boca seca, diminuição das secreções, vermelhidão e secura da pele, hipetermia, dificuldade de micção, alucinações, tonturas e câimbras.

Tinhorão (Caladium bicolor Schott)

Conhecida também como tajá, taiá e caládio, essa planta pertencente à família das Araceae são tóxicas em todas as suas partes. 
Os sintomas provocados pela ingestão e o contato desta planta causam inflamação da garganta e da boca, edema de lábios, língua e palato, sialorréia, cólicas abdominais, náuseas, vômitos e edemas nos olhos.

Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia picta Schott)

Pertencente à família Araceae, este tipo de planta possui toxidade em todas as suas partes. A ingestão e contato desta planta provocam irritação das mucosas, edema de lábios, língua e palato, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, em contato com os olhos causam lesão e irritação da córnea.

Taioba-Brava (Colocasia antiquorum)

Muito cuidado, pois ela pode confundir-se com a verdadeira. O talo é mais escuro arroxeado e as folhas de um verde bem mais escuro, e o corte superior é bem menor. Outra variedade também muito parecida, mais não tem as folhas com um risco circundante, e o corte da folha é antes do talo, não tem erro.
Ela contém oxalato de cálcio, essa substância não é venenosa, mas quando ingerida, pode ser fatal porque os cristais podem perfurar os tecidos da região do pescoço, provocando edema, o que impede a passagem do ar, matando por asfixia. 
O risco é maior para animais de estimação (cães e gatos) e crianças.

Hera Venenosa (Toxicodendron radicans)

Gênero de arbusto lenhoso, da família das Anacardiáceas ou família Sumac. 
Todos os membros do gênero produzem um óleo chamado urushiol que é irritante para  a pele, e que pode causar severas reações alérgicas. 
Anteriormente os membros deste gênero se incluíam dentro de outro gênero chamado  Rhus. Tem muitas frutinhas brancas e venenosas.

Aroeira (Lithraea brasilienses March) Atenção: esta espécie é tóxica

Conhecida popularmente como aroeira-de-bugre, aroeira-brava, aroeira-do-mato, aroeirinha-preta, coração-de-bugre e pau-de-bugre, é um arbusto da família das anacardiáceas. 
Possui flores branco-esverdeadas em panícula. 
O fruto é drupáceo, branco ou verde-azeitona-claro. Todas as partes da planta é tóxica: o contato ou, possivelmente, a proximidade provoca reação dérmica local (bolhas, vermelhidão e coceira), que persiste por vários dias; a ingestão pode provocar manifestações gastrointestinais.

Aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) Esta não é tóxica

Aroeira-mansa, aroeira-vermelha, aroeira precoce, aroeira-pimenteira, aroeira-do-sertão, nativa de várias formações vegetais do nordeste, centro-oeste, sudeste e sul do Brasil. 
Muito apreciada na culinária francesa, onde é conhecida por poivre-rose (a pimenta rosa), também muito usada em banhos medicinais. 
Existe mais 4 ou 5 tipos de aroeira, mas estas são as mais comuns.

Urtiga (Fleurya aestuans)

Causa grande irritação na pele. Começa com uma vermelhidão e logo após aparecem bolhas. Cresce em áreas úmidas, possui frutinhas brancas venenosas.

Mamona (Ricinus communis)

Conhecido popularmente como Mamona, mamoneira, carrapateira, carrapato e rícino, é uma planta da família das euforbiáceas, bem como a semente dessa planta. O seu principal produto derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino.
Embora seja usado na medicina popular como purgativo, este óleo possui largo emprego na indústria química devido a uma característica peculiar: possui uma hidroxila (OH) ligada na cadeia de carbono. Não existe outro óleo vegetal produzido comercialmente com esta propriedade. 
A semente é tóxica devido principalmente a uma proteína chamada ricina, que quando purificada é mortal mesmo em pequenas doses.
O óleo é de difícil digestão (provoca diarreia), mas o maior risco na ingestão da semente é a toxina ricina. Mais de três sementes podem matar uma criança; mais de oito, um adulto. 
Possui ainda uma potente proteína alergênica chamada CB-1A ou Albuminas 2S presente nas sementes e no pólen. 
Um terceiro componente ativo na mamoneira é a ricinina (não confundir com ricina).

Mamona - cuidado com a semente

Bico-de-Papagaio (Euphorbia pulcherrima)

A poinsétia, também designada pelos nomes de Bico-de-Papagaio, rabo-de-arara e papagaio (no Brasil), cardeal, flor-do-natal, ou estrela-do-natal é uma planta originária do México, onde é espontânea. O seu nome científico é Euphorbia pulcherrima, que significa “a mais bela (pulcherrima) das eufórbias”.
É uma planta muito utilizada para fins decorativos, especialmente na época do Natal, devido às suas folhas semelhantes a pétalas de flores vermelhas. Como é uma planta de dia curto, floresce exatamente no solstício de Inverno que coincide com o Natal (no hemisfério norte – o que explicaria porque essa planta não é tão identificada com o Natal no Brasil).
A seiva leitosa da planta, constituída por um tipo de látex irritante, em contacto com a pele e mucosas provoca inflamações, dor e comichão, podendo causar também irritação nos olhos, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldades na visão. A sua ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica)

É tóxica, devido à presença de oxalato de cálcio, ingerida pode provocar asfixia, em contato com os olhos, lesão na córnea. O copo-de-leite é muito vendido em floriculturas, e apreciado em jardins.

Lantana camará (L. Camara)

Conhecida popularmente como camará, cambará, camará-de-cheiro, camará-de-espinho, cambará-vermelho, é um arbusto ornamental, é reconhecidamente tóxica, e a ingestão de quantidades aproximadas de 40g/kg de peso animal, em dose única, pode levar a morte.
Outra variedade da Camará

Espirradeira (Nerium oleander)

Também conhecido como oleandro, loendro, aloendro, loandro-da-índia,  flor-de-são-josé, é uma planta ornamental.
Toda a planta é tóxica, tem como princípios ativos a oleandrina e a neriantina. 
Basta que seja ingerida uma folha para matar uma pessoa, no entanto, muitas vezes a ocorrência de vômitos evita a morte.
Os sintomas da intoxicação, que podem aparecer várias horas depois da ingestão, são dores abdominais, pulsação acelerada, diarréia, vertigem, sonolência, dispnéia, irritação da boca, náusea, vômitos, coma e morte.

Avelós (Euphorbia tirucalli) 

Popularmente conhecido como pau-pelado, homem-nu, coroa-de-cristo, produz uma seiva tóxica e cáustica, capaz de cegar.
Em contato com a pele causa queimaduras graves, se engolir a seiva e tiver a ingestão, o indivíduo deve procurar assistência médica.

Alamanda (Allamanda cathartica L.)

Também conhecida como dedal-de-dama é uma planta tóxica ornamental; ingestões acidentais acarretam distúrbios gastrintestinais intensos caracterizados por náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia, causados pela presença de saponinas.
Alamanda azul

Cinamomo (Melia azedarach)

Ou amargozeira, está na alta toxicidade de suas folhas e frutos. Devido à presença de saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina), todas as suas partes quando ingeridas podem causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia intensa; em casos graves, pode ocorrer depressão do sistema nervoso central.
O maior cuidado deve ser tomado com os frutos, pois são atrativas especialmente para crianças.

Coroa-de-cristo (Euphorbia milii)

Arbusto muito difundido no Brasil, onde é utilizado como planta ornamental e como proteção em cercas vivas.
Também é conhecida como colchão-de-noiva, dois-irmãos, bem-casados, coroa-de-espinhos, martírios, duas-amigas, coroa-de-nossa-senhora e dois-amigos.
Possui látex cáustico e irritante, que pode afetar as mucosas nasal, oral e ocular.
Quando entra em contato com os olhos ocasiona conjuntivite podendo causar lesões mais graves levando a perfuração da córnea e cegueira.
O contato com a pele pode causar queimaduras, e a formação de vesículas e pústulas.
E o contato com a mucosa oral ou no caso de mastigação e ingestão pode provocar salivação, náuseas, vômitos e até diarreia.


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